O estádio Olímpico Monumental foi casa do Grêmio em Porto Alegre até o início de 2014. De lá para cá,
com a mudança para a Arena, na zona norte, a região mudou drasticamente. E para pior, segundo os vizinhos do antigo estádio tricolor.
Ainda
em agosto de 2013, começaram as reuniões entre a OAS, então futura dona da área, e os moradores do bairro, para tirar dúvidas sobre a implosão do
Olímpico. Na época, os moradores do entorno foram cadastrados, e viviam a expectativa de ter que sair de casa no dia da implosão. Com o negócio entre
Grêmio e OAS emperrado no ano passado, o clube segue dono da área, com seguranças no portão principal. Mas só. O Grêmio não se pronuncia sobre
o estádio, atualmente vazio.
Enquanto isso, quem vive nos arredores reclama do esquecimento. A moradora da Rua José de Alencar, quase em frente a entrada
do estádio, Rose Henz, afirma que a região está escura, e vazia.
"Praticamente hoje virou um museu, abandonado. Antes tinha movimento
aqui na região, com o Grêmio. O comércio funcionava bem. A nossa expectativa é que cresça o bairro ainda." espera Rose.
Jeferson Fiedler Martins trabalha e mora na rua do Estádio. Segundo ele, o movimento na região não existe mais. Ou melhor, existe. De criminosos que pulam os muros do
estádio e de casas para roubar o que conseguem.
"Antes tinha maior movimento, agora o que tem? De noite é a cracolândia. Aqui na
José de Alencar tem praça aqui, tem boca de fumo ali do lado. O pessoal estaciona os carros aqui perto, ali tem um pátio que dá direto pro Olímpico. E
à noite, o pessoal entra ali para roubar, para fumar, e pula pra cá e cai direto no terreno de um morador", reclama Jeferson.
O Comandante do
Brigada Militar, Tenente Coronel Kleber Goulart, afirma que chama a atenção o número de roubos a pedestres na região, e que está atuando no entorno do
estádio.
"Vamos tentar mudar nossa forma de atuação naquela área, para ver se conseguimos diminuir o número de roubos".
Afirma o Tenente-Coronel Goulart.
O planejamento era de que cerca de 800 residências fossem evacuadas no dia em que ocorrer a implosão do estádio
Olímpico. Agora, os 800 donos de imóveis seguem na expectativa.