Vitimas relataram à RBS TV como foi o momento de susto na virada do ano, quando uma ponte pênsil virou com cerca de 150 pessoas na cidade de
Araquari, no Norte de Santa Catarina. Além do excesso de peso, testemunhas relatavam que foliões pulavam em cima da estrutura. Ninguém morreu.
"Tinha muito rapaz novo e começaram a pular, pular. Nós pediamos para eles pararem e eles pulavam cada vez mais. E nisso deu um estralo e a gente não viu mais
nada. Caímos", diz a auxiliar de produção, Maria Conceição de Carvalho.
Segundo o Corpo de Bombeiros da cidade, cerca de 25
pessoas precisaram ser levadas para os centros médicos da região, com escoriações entre leve e moderada. A ponte tem cerca de 15 metros de comprimento e
distância de 4 metros com relação ao rio.
Entre as vítimas, estavam famílias inteiras: adultos, jovens e crianças.
"Eu salvei minha filha ainda. Se ela cai para baixo, Deus me livre. Tinha morrido tudo", disse outra vítima.
O caso ocorreu por volta das 0h30
desta sexta-feira (1º), de acordo com os Bombeiros de Araquari. O cabo de aço de sustentação de uma das extremidades da ponte se rompeu e todos os ocupantes
caíram no rio Itapocu.
"Estávamos vendo os fogos da Barra Velha e aí parou. No que parou, a gente olhou e estourou [a ponte] . Estourou e
todo mundo foi para a água. Foi muito rápido", diz o vendedor Anderson Amancio.
O vendedor teve um ferimento na mão pela queda. Ele, a mulher
e o filho estavam no meio da estrutura. "Eu tenho 1,70 metros e afundei várias vezes. Por sorte a maré estava baixa", conta Amancio.
A mulher dele
acredita que 'recebeu uma vida nova'. "A gente começou o ano bem. Não vou dizer que isso foi uma tragédia. A gente recebeu uma nova vida. Porque no fundo
da água a gente pensa: vou morrer. E a gente se salvou, graças a Deus. Principalmente as crianças", diz a dona de casa Andressa Amancio.
No
resgate dos feridos, foi preciso contar com o apoio de pelo menos três guarnições dos bombeiros da região, além de equipes voluntária. Os bombeiros
passaram a madrugada auxiliando as vítimas.
Moradores e turistas que acompanhavam os fogos de artifício também auxiliaram no resgate. Com o apoio
de canoas e outras pequenas embarcações, os feridos foram encaminhados da água até um local seguro.