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10/12/2015 | 17:45 | Polícia

Suspeita de matar ex-namorada não prestará depoimento

Stéphanie Freitas, 24 anos, está internada na Casa de Saúde e falará somente em juízo. Familiares da vítima estiveram na cidade hoje

Stéphanie Freitas, 24 anos, está internada na Casa de Saúde e falará somente em juízo. Familiares da 

vítima estiveram na cidade hoje
Mãe e irmão de Helenara Pinzon, 22 anos, estiveram em Santa Maria nesta quarta-feira (Foto: Deivid Dutra/A Razão)
A jovem Stéphanie Freitas, 24 anos, principal suspeita de ter matado com diversas facadas a sua ex-namorada Helenara Pinzon, 22, na manhã do último sábado, segue internada no Hospital Casa de Saúde sob efeito de medicações. O advogado da acusada, Bruno Seligman Menezes, informou hoje para a delegada Débora Dias, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, que sua cliente não prestará depoimento.
“Ela só vai se manifestar em juízo devido ao estado clínico que ela se encontra. A Stéphanie está com dificuldades de se comunicar, de raciocinar com lucidez”, explica ele.
Para a delegada Débora, isto não atrapalhará o andamento da investigação e conclusão do inquérito. “É indiferente ela depor ou não, já estamos com os trabalhos de investigação bem avançados”, disse.
“Havia sangue
por todo lado”
Ontem, a mãe da vítima, Felipa de Campos Soares, 53 anos, e o irmão Renato Soares Lopes, 33 anos, que moram em Três de Maio, cidade localizada no Noroeste do Estado, com 24.471 habitantes, estiveram em Santa Maria. Na ocasião, eles prestaram depoimento e foram até o apartamento do Residencial Ocean, local do crime, na Rua General Neto, Bairro Nossa Senhora de Lourdes.
“Viemos buscar algumas coisas da minha irmã. Entrar no apartamento foi bem chocante, havia sangue por todo lado (quarto, banheiro, sacada, cama). Encontramos um ventilador todo sujo de sangue que provavelmente foi usado para agredir a Helenara”, contou o irmão.
Segundo Renato, a decisão de terminar a relação foi de Helenara. “A minha irmã me contava que a Stéphanie tinha muito ciúmes dela”, explicou. Além dos pertences, mãe e irmã, voltaram para Três de Maio com o cachorrinho Mickey (da raça Shih Tzu), que era da jovem e estava na casa de uma amiga.
As duas namoravam há 2 anos e moravam juntas fazia mais de 1 ano. 
Acusação
O advogado Antônio Carlos Porto e Silva, contratado pelo pai da vítima, João Pinzon, que reside em Santa Maria, será o assistente de acusação. Queremos que ela permaneça presa durante o andamento do processo até a data do julgamento. “É um crime bárbaro, uma brutalidade sem tamanho. Vamos lutar para que ela seja condenada”, ressaltou Porto.
Fonte: A Razão
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