Um dia após a morte da irmã, Renato Soares Lopes, 33 anos, busca uma explicação para o que aconteceu. No último contato que os
dois tiveram, por telefone, Helenara Pinzon, de 22 anos, contou que tinha terminado o relacionamento com Stephanie Freitas, 24, e que iria se mudar para a casa do pai no dia
seguinte.
"Elas discutiam, às vezes, por ciúmes. A mana me disse que se sentia um pouco presa", relata o irmão da vítima.
A jovem foi encontrada morta em casa, por volta do meio-dia de sábado (5) em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. A Brigada Militar foi
acionada pelos vizinhos, que ouviram os gritos.
No dia seguinte ao término, Helenara e Stephanie ainda dividiam o mesmo apartamento no segundo andar de um
prédio na cidade. Segundo a polícia, uma discussão entre as duas teria motivado a morte de Helenara. A ex-companheira foi presa em flagrante e responderá por
homicídio.
A família da vítima ficou surpresa com o que aconteceu, conforme depoimento do irmão. "Ela (referindo-se à ex-
cunhada) veio uma vez para cá, tratava minha irmã bem, aparentemente", afirma Renato, que mora com a mãe em Três de Maio, no Noroeste do estado, cidade onde
Helenara nasceu. "Minha irmã nunca me relatou nada, caso contrário, não teria deixado ela lá", justifica.
A irmã teria
firmado o relacionamento há cerca de dois anos. Renato conta que Stephanie dava aulas de karatê para crianças em Santa Maria. "A 'Tefa' sendo professora de
karatê e tendo uma formação, achamos que não teria uma mente assim", explica.
Ele afirma que a irmã tinha facilidade para
fazer amizades. "Sempre foi muito querida, festeira, alegre", conta.
Os dois não se viam há quatro meses e estavam combinando de passar o
próximo carnaval juntos. "Ela disse que era para eu ver um bloco para pularmos juntos. Infelizmente, não deu", lamenta.
O corpo de Helenara
Pinzon foi enterrado na manhã deste domingo (7) em sua cidade natal. O desejo da família é que a justiça seja feita. "Que [a justiça] seja digna,
para que não aconteça com outras pessoas", anseia o irmão.