A Brigada
Militar e o Ministério Público se uniram para combater o crime organizado no noroeste do Rio Grande do Sul.
As ações foram coordenadas pela
Promotoria de Justiça Criminal de Ijuí e tiveram cerca de 60 dias de intensa investigação, sendo usado, inclusive, escutas telefônicas.
O apoio tático de investigação contou com servidores da Promotoria, Núcleo de Inteligência do MP e agentes da inteligência da Brigada Militar.
Durante as escutas telefônicas realizadas pela investigação, os acusados tratavam a negociação das drogas com mensagens codificadas,
tratando a mercadoria como carne, farinha, reboco e outros termos que designavam a cocaína, maconha e o crack.
Ao longo da investigação alguns
suspeitos acabaram sendo presos, como Sidnei da Rosa, o Zumbi, que foi pego com 15 tijolos.
Outro traficante, conhecido como Nego da Erva, foi preso quando se deslocava
de moto para fazer entrega de drogas
No total foram presos 17 quilos de drogas, celulares, balanças de precisão, armas e uma grande quantidade de
munição.
Também foi apreendido uma estufa com um pé de maconha em uma residência em Ijuí.
Foram
expedidos 25 mandados de prisão preventiva e 38 mandados de busca e apreensão nas cidade de Ijuí, Cruz Alta, Santa Rosa e Jóia.
Ao
total, até às 11h desta sexta-feira, foram presas 26 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, todas foram encaminhadas diretamente á Penitenciária
Modulada de Ijuí.
Ao total foram empregados 150 policiais militares e 39 viaturas de diversas cidades da região, tendo o comando do capitão do
29º BPM, Gilmar Bischoff.
As investigações foram presididas pelo promotor Valério Cogo, com apoio dos promotores Érico Barin e
Marilise Bortoluzi.
De acordo com o capitão Bischoff, “os incessantes pedidos da comunidade, preocupada com o uso indiscriminado de drogas, trouxe à
tona a necessidade de dar um duro golpe no tráfico em Ijuí”.
Já Valério Cogo reitera que “o tráfico de drogas contamina
valores sociais e corrompe crianças e jovens, destruindo famílias e vidas, degradando a sociedade e causando sofrimento a todos. O combate é uma necessidade”,
enfatizou Cogo.
Conforme o subprocurador de assuntos institucionais do MP, Fábio Dallazen, a professora é esposa de um dos
líderes do bando, que opera a partir da Penitenciária Estadual Modulada Estadual de Ijuí. “A professora levava para ele e trazia de dentro do presídio
informações, drogas e toda a arquitetura do tráfico de drogas”, afirma.
O empresário é dono de um
bar no município de Ijuí. Segundo o promotor Valério Cogo, o estabelecimento funcionava como fachada para a comercialização das drogas. Já a
técnica em enfermagem - que trabalha no Hospital de Caridade do município - guardava documentos e anotações da quadrilha.