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04/12/2015 | 05:28 | Polícia

Sócio da Kiss cita fogos de artifício como principal causa do incêndio

Depoimento de empresário ocorreu no Foro Central em Porto Alegre

Depoimento de empresário ocorreu no Foro Central em Porto Alegre
Mauro Hoffmann prestou depoimento em Porto Alegre nesta quinta (Foto: Igor Grossmann/G1)
O sócio da Boate Kiss, Mauro Londero Hoffmann, começou a ser ouvido na tarde desta quinta-feira (3) no Foro Central de Porto Alegre. Ele é o último, de quatro réus, a ser interrogado pelo juiz Ulysses Louzada. Durante o depoimento, que iniciou às 13h50, o empresário salientou que sua "linha de defesa é falar a verdade". Disse que já tinha visto diversos shows da banda Gurizada Fandangueira no Absinto Hall, outra casa noturna que ele gerenciava, também em Santa Maria, Região Central do Rio Grande do Sul. Entretanto, relatou que nunca viu fogos, shows pirotécnicos. "Se tivesse, eu saberia."
Na noite do dia 27 de janeiro de 2013, o vocalista da banda, Marcelo de Jesus dos Santos, usou um artefato pirotécnico dentro da Boate Kiss. As chamas atingiram o foro, que se alastraram pela casa noturna. Em seguida, uma fumaça tóxica se espalhou pelo ambiente. Devido ao fogo e a fumaça, houve correria e pânico de pessoas que tentavam sair do local. Como consequência, 242 morreram e mais de 600 ficaram feridos.
Questionado pelo juiz se sabia o que tinha motivado o incêndio na casa noturna, o empresário reforçou o uso do artefato. "Foi o fogo de artifício inadequado para uso em ambiente interno. Sem o fogo, não estaríamos aqui nessa situação." 
Ao ser questionado sobre a lotação da Boate Kiss, Hoffmann disse que "nunca" acompanhou esse número. "Sempre o que foi passado eram 800 pessoas. No meu tempo de Kiss, um ano, entrei (como sócio) em dezembro de 2011, só duas vezes na contabilidade a boate fez mais de mil pessoas no giro, a noite toda, no total." 
O empresário informou ainda que no Absinto a capacidade máxima variava entre 800 a 850 pessoas. E comparou ainda as duas boates. "A Absinto era diferente da Kiss. A Kiss tinha rotatividade maior, era uma balada do Centro. Como as pessoas sabiam que lá tinha rodada de dupla às duas da manhã, as pessoas iam lá, apresentavam carteirinha de estudante do DCE e entravam grátis, bebiam e saíam. Tinha uma rotatividade muito grande."
Fonte: G1
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