Depois de operação deflagrada em Santiago, na Região
Central, que investigava fraudes e crimes ambientais, a Polícia Civil indiciou 12 pessoas. O inquérito será entregue à Justiça ainda nesta quarta-feira
(2), de acordo com a delegada Débora Poltosi, que é quem conduz a investigação.
No dia em que a Operação Fraude Rural
foi deflagrada, três pessoas foram presas, e uma se apresentou posteriormente à polícia. Uma delas segue foragida. A investigação começou há
cerca de cinco meses e, de acordo com a polícia, os presos estão envolvidos em fraudes e em extração ilegal de madeira, tanto em Santiago quanto em Unistalda. A
madeira nativa era extraída em duas propriedades do interior dos municípios, e o processo para o usucapião de uma delas foi completamente fraudulento, conforme a
delegada Débora. No processo, foi usada documentação falsa e, inclusive, declarações falsas de testemunhas.
Três das 12
pessoas foram indiciadas por crime ambiental. Os outros indiciamentos foram por fraude processual, falsidade ideológica, associação criminosa e
receptação. A investigação da polícia concluiu que as pessoas associadas na quadrilha estavam ligadas há cerca de cinco anos.
Os quatro presos na data continuam detidos no Presídio Estadual de Santiago. Eles tiveram pedidos de habeas corpus negados.