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28/11/2015 | 11:36 | Polícia

Envolvidos em agressão a motorista do Uber têm antecedentes criminais

Polícia diz que histórico de antecedentes será considerado, apesar de não haver condenações

Polícia diz que histórico de antecedentes será considerado, apesar de não haver condenações
Cauê Cavalheiro Varella e Alessandro dos Santos Schesser possuem antecedentes criminais (Foto: reprodução)
Os dois taxistas presos após a agressão a um motorista parceiro do Uber em Porto Alegre têm antecedentes criminais sem condenação, mas mesmo assim isso será considerado pela Polícia Civil. Os autos das prisões de Cauê Cavalheiro Varella e Alessandro dos Santos Schesser foram recebidos na manhã desta sexta-feira (27) pela 1ª Delegacia de Homicídios (DHPP).
O departamento ficará responsável pelo caso devido ao entendimento de que as agressões constituíram uma tentativa de homicídio.
Varella tem na relação de antecedentes a apreensão de um colete a prova de balas, ameaça e vias de fato. Já Schesser possui histórico de ameaça e lesão corporal. No entanto, eles não têm condenação pelos fatos. Cauê também exibe em seu perfil em uma rede social um soco inglês.
Apesar de não constarem condenações pelos antecedentes, os elementos são considerados importantes para a investigação, segundo o titular da 1ª DHPP, Rodrigo Garcia.
"Os antecedentes são sempre verificados. Vamos ver que grau de antecedentes eles incorreram, que tipo de violência. Mas isso é levado em consideração sim", afirma o delegado.
A polícia trabalha para identificar outros possíveis agressores. O motorista do Uber diz ter visto entre 10 e 12 agressores. Hoje pela manhã, agentes da 1ª DHPP foram até o Hipermercado Carrefour atrás de imagens de câmeras de segurança. Além disso, os investigadores pedem a colaboração de testemunhas que tenham visto ou registrado as agressõs. Os telefones da delegacia são 3315-3799 ou 3315-8117.
EPTC e Uber
Em nota, a EPTC se manifestou sobre o episódio. Segundo a empresa, "taxistas que agrediram motorista do Uber, quando identificados pela polícia, serão suspensos preventivamente (...) e a EPTC ressalta que não pode banir envolvidos na agressão antes da conclusão do caso com a polícia. Por isso, a suspensão preventiva".
Já a empresa Uber, também em nota, diz que "se solidariza com o motorista parceiro, vítima de um ataque em Porto Alegre. O uso de violência em qualquer forma, sobretudo contra cidadãos trabalhadores, é inaceitável. A Uber está oferecendo todo o apoio ao motorista atacado e todas as medidas legais cabíveis serão tomadas. Vamos colaborar com as autoridades locais durante a investigação".
Fonte: Rádio Gaúcha
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