Uma área localizada no Bairro Planalto, entre as vilas Agrícola e Vicente Cardoso, de propriedade da família Scalco, é o palco de um
drama que atinge 70 famílias que invadiram o terreno há mais de dois anos e instalaram-se de forma irregular no local. Inicialmente eram 36 casas, número que aumentou
nesse período. São moradias de madeira, simples, todas ocupadas.
Por tratar-se de invasão, a Justiça, representada pelo juiz Adalberto
Homerding, determinou a reintegração de posse após outras tentativas infrutíferas de negociação. Há uma ordem de despejo assinada, já
em posse do comando da Brigada Militar, que autoriza a remoção das famílias. A qualquer momento as forças policiais podem entrar em ação. “A
situação já existe e salvo nova ordem judicial, a desocupação será executada”, explicou o capitão Paulo Kunkel, comandante da
BM.
Kunkel não disse quando a ação de despejo acontecerá. Mas pode ocorrer a qualquer hora. Afirmou que aguarda instrução de
superiores e reforço de efetivo, porém enfatizou que o setor de inteligência já apurou quantas e quais famílias são alvo do processo. “Nossa
missão é cumprir a ordem. É o que faremos. Por ser algo complexo, há todo um planejamento para evitar traumas e resolver da melhor forma possível”,
justificou.
O secretário de Habitação do município, Douglas Calixto, fez questão de explicar que a Prefeitura acompanha todo o drama.
“O Município não é parte integrante da ação, no entanto, por tratar-se de uma questão social, estamos envolvidos na busca de uma
solução”, explicou.
Antes de licenciar-se, o prefeito Alcides Vicini reuniu os líderes dos partidos para deixá-los a par da
situação e encaminhar uma alternativa que viabilize instalar provisoriamente estas famílias em uma área na Vila Planalto, em local que já tem água
e luz.
O drama persiste. As famílias foram orientadas a retirar seus pertences e deixar o local. Enquanto isso, a ordem de despejo está na mesa do
comando da Brigada Militar.