Os caminhoneiros autônomos decidiram encerrar temporariamente a greve em Três de Maio. Eles estavam concentrados na margem esquerda da RS-342, sentido Três de Maio-Trevo
da BR-472. Eles permaneceram por quatro dias no local. O Comando Nacional dos Transportes, que lidera a greve sem a participação de sindicatos, no entanto, a
mobilização pode ser retomada nos próximos dias. Os caminhoneiros alegam que foram enganados pelo governo em fevereiro. Até agora nenhuma
reivindicação da categoria teria sido atendida. As principais reivindicações são redução do preço do óleo diesel,
criação da tabela do preço mínimo do frete, carência de 12 meses para quem tem financiamento de caminhão no BNDES e a anulação das
multas nas manifestações anteriores.
A categoria avalia que o enfraquecimento da greve no Estado ocorreu por três motivos: chuvas, decisão da
PRF de escoltar para além dos piquetes os que não querem participar e anúncio do governo federal de elevação de R$ 1.915 para R$ 5.746 do valor da multa
aplicada a motoristas que usarem veículos para bloquear rodovias.
Estabelecidas a partir de uma Medida Provisória, as normas mais severas preveem
penalidade de R$ 19.154 para os organizadores das obstruções.
Um dos líderes do movimento em Três de Maio, Éverton Medeiros, afirma que
a categoria está sendo perseguida pelo governo federal:
“Quantas vezes vocês viram o governo federal atuar contra as obstruções de
estradas promovidas por movimentos de esquerda, especialmente pelo MST? Hoje estamos pagando para trabalhar”, reclama.