O advogado do empresário preso por suspeita de partitipar do assassinato da própria mulher em
São Borja, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, pedirá a liberdade do cliente à Justiça ainda nesta semana. O criminalista Rodrigo Mariano da Rocha afirma
que Husein Kasen Khaled é inocente.
Khaled, 46 anos, foi preso com outros três homens na terça-feira (10) durante operação policial em
São Borja e também em Itaqui, na mesma região. Todos são suspeitos de participar da morte da empresária Sônia Khaled, 44 anos.
O corpo dela foi encontrado no dia 6 de novembro, por volta das 21h30, em uma rua pouco movimentada.
"Nosso primeiro ponto é o habeas corpus junto ao Tribunal
de Justiça, o que nós pretendemos fazer até sexta-feira. Depois disso, as investigações seguem. Se eventualmente ele for acusado, nós vamos
apresentar as defesas. Perícias, testemunhas...", disse o advogado, que mantpem a versão de latrocínio.
Na noite de terça, assim que
souberam das prisões, um grupo de pessoas protestou em frente à delegacia da cidade.
No dia do crime, dois homens armados e encapuzados invadiram a casa
dos empresários, pegaram dinheiro e levaram Sônia como refém.
O corpo foi encontrado menos de uma hora depois em uma vila. Segundo a
polícia, o assalto teria sido forjado, supostamente a mando de Husen Kasen Kaled.
Khaled disse à polícia que ele e a mulherl foi foram abordados
por dois assaltantes armados e encapuzados quando chegavam em casa, por volta das 21h.
Relatou que foi amarrado e trancado no banheiro. Em seguida, os criminosos
teriam exigido que Sônia abrisse um cofre da residência e, então, fugido e levado a vítima como refém. O empresário disse ainda que conseguiu se
desamarrar e depois telefonou para familiares.
“Quando ele chegou na delegacia, por volta das 21h30, já havíamos encontrado o corpo de
Sônia, a três quilômetros da residência do casal. Nossa primeira linha de investigação era de latrocínio, mas mudamos. Estávamos
monitorando um dos suspeitos e montamos o quebra-cabeça”, diz o delegado Charles Dias do Nascimento, responsável pelo caso.
A polícia
acredita que o empresário é o mandante do crime. Ele teria forjado o assalto para que a mulher fosse morta. A motivação, no entanto, ainda está sendo
investigada.