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04/06/2026 | 13:43 | Política 2 min de leitura

Presidente do Senado avalia manobra regimental para adiar fim da escala 6x1; entenda

Davi Alcolumbre sinalizou intenção de criar Comissão Especial sobre o tema, aprofundando o debate sobre o texto aprovado na Câmara

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Davi Alcolumbre sinalizou intenção de criar Comissão Especial sobre o tema, aprofundando o debate sobre o texto aprovado na Câmara
Decisão final de Alcolumbre deve ser conhecida na próxima semana. Andressa Anholete / Divulgação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a aliados a intenção de ampliar o debate sobre o fim da escala 6x1, utilizando uma medida inédita na história recente da Casa e protelando uma decisão final sobre o tema. Senadores da base governista ouvidos pela coluna admitiram a possibilidade concreta de a discussão não ser encerrada antes do recesso de julho.

Pelo regimento do Senado, a análise de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com origem na Câmara passaria apenas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), indo depois diretamente a plenário.

Mas Alcolumbre ouviu um apelo de parlamentares da oposição que defendem um debate mais profundo sobre o tema, e passou a avaliar a instalação de uma Comissão Especial. Caso a medida seja adotada, dificilmente a PEC seria votada dentro do calendário esperado pelo governo e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que atuaram diretamente para dar celeridade à aprovação dos deputados.

Alcolumbre está pressionado pelo placar expressivo de aprovação do texto na Câmara - foram 472 votos favoráveis, de um total de 513, no primeiro turno. Também percebe uma evidente mobilização do governo - que tem interesse em usar o projeto como uma de suas principais bandeiras eleitorais.

Por outro lado, o presidente do Senado tem sido procurado por representantes do setor privado que defendem um debate mais responsável, que leve em consideração a complexidade das mudanças na jornada de trabalho, o impacto para os custos de contratação e outros reflexos na economia.

Na base governista, a dificuldade de relação entre Alcolumbre e o Planalto é apontada como o principal motivo para eventual dificuldade na tramitação. Pesa ainda o fato de o senador ter à frente mais quatro anos de mandato. Sem enfrentar as urnas em 2026, ele estaria mais livre para atrasar o debate, mesmo que isso vá na contramão do que pensa a maioria dos eleitores.

A decisão final de Alcolumbre deve ser conhecida na próxima semana, quando a CCJ pretende dar início à avaliação do texto.

Fonte: GZH
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